Uma jovem comete um suicídio bastante suspeito, em uma vila no interior da China. Desesperada, a mãe da moça procura uma velha amiga, a detetive Liu Hulan, para descobrir a verdade sobre a morte da filha. As investigações aproximam Liu do homem que ama, o advogado David Stark, de uma forma totalmente imprevista, já que ela precisa apurar o que está acontecendo de errado em uma fábrica ligada à empresa em que Stark trabalha. Em suas tentativas de localizar o responsável pelas misteriosas mortes de dezenas de moças chinesas, Liu e David precisam saber em quem confiar e tomar decisões que podem colocar em risco não apenas seu romance como suas próprias vidas.
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12 fevereiro, 2016
O INTERIOR
02 fevereiro, 2016
Ritos de Adeus
Frio, solidão e medo Em Ritos de adeus, seu romance de estreia, Hannah Kent torna palpável a impotência desesperadora de uma condenada à morte
O ano é 1828. Na gelada e inóspita Islândia, a jovem Agnes Magnúsdóttir é acusada de matar e queimar dois homens. A brutalidade do crime define sua pena: morte por decapitação. Ela aguarda o dia de sua execução sob o teto de uma família local, obrigada a abrigar a criminosa pelo comissário da região. Agnes vive seus últimos dias à espera, tendo como companhia o frio, o silêncio e o medo – o próprio e o dos outros.
A família, horrorizada com a ideia de conviver com uma assassina, trata Agnes com repúdio e indiferença. O que conserva sua humanidade é o trabalho que é obrigada a realizar na fazenda, que cumpre com extrema habilidade, e as visitas do jovem e inexperiente reverendo Tóti, seu conselheiro espiritual.
É para Tóti – com quem tem uma misteriosa conexão – que Agnes, aos poucos, revela sua verdadeira história. Com o passar dos meses e por conta da convivência forçada em uma cabana isolada, minúscula e repleta de privações, a até então assassina se transforma gradativamente em parte da família, que percebe que há mais sobre aquela mulher do que os boatos e seu julgamento jamais imaginariam.
Embora este seja um romance de ficção, é baseado em fatos reais: a autora Hannah Kent se inspirou na história da última mulher executada na Islândia. Nomes, cartas e outros documentos foram pesquisados e traduzidos durante o período em que Kent viveu na região. Por isso, a narrativa ganha contornos absurdamente realistas, mas não menos poéticos.
Hannah Kent oferece um retrato muito menos ambíguo do que tinha a mulher conhecida simplesmente como “bruxa” ou “assassina”. É difícil crer que Agnes realmente cometeu um crime tão cruel. E, no suspense para descobrir sua verdadeira história, nos perdemos pelas fazendas geladas da Islândia. O país, tão distante, torna-se próximo com as descrições minuciosas do cheiro do mar, do toque da chuva, do frio desesperador. E da solidão arraigada profundamente, não somente em Agnes.
A narrativa cativante e a ambientação fazem de Ritos de Adeus um romance difícil de largar. Apesar das barreiras da distância, da cultura e da época, Hannah Kent evoca questões muito íntimas da existência humana, sobre as relações, os limites do amor e a maneira como enfrentamos a morte. E deixa a angústia de pensarmos: e se fôssemos impedidos de contar nossa própria história?
“Deliciosamente envolvente”- The New Yorker
“O que mais impressiona sobre esse livro é a habilidade e o poder com os quais Kent transmite a pobreza, a fome e a solidão”- Daily Mail
“O anúncio de uma escritora a ser observada”- The Guardian
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22 dezembro, 2015
Vango
Entre
o Céu e a Terra
Salvar a pele e, ao mesmo tempo, descobrir a própria identidade. Este é o grande desafio de Vango, o jovem herói do novo romance do escritor francês 'Timothée de Fombelle'. Ao ler esse thriller histórico, ambientado no conturbado período entre as duas grandes guerras mundiais, somos impelidos a fugir com Vango pelos cinco continentes, num clima de absoluto perigo e suspense. Este rapaz órfão de 19 anos desconhece sua origem assim como desconhece a motivação do franco atirador que, além da polícia, está em seu encalço. Deparamo-nos com Vango na solenidade em que ele e outros seminaristas seriam ordenados padres na suntuosa catedral de Notre-Dame, em Paris. O assassinato do padre Jean, seu protetor, desencadeia a perseguição ao rapaz, que empreende uma fuga espetacular ao escalar nada menos do que os famosos vitrais da catedral. Essa cena é apenas um exemplo do clima de perseguição e aventura de que é feita toda a narrativa, quando acompanharemos nosso protagonista em situações e lugares improváveis - como um intruso escondido num caça da SS, galopando nas Terras Altas da Escócia, dependurado num vulcão italiano ou sobrevoando o Brasil e vários outros lugares num zepelim. O fracasso em não ter sido ordenado padre deixa nosso herói arrasado, mas a jovem Ethel fica bem feliz. É ela quem vai ajudar Vango a provar sua inocência e descobrir sua identidade. Também fazem parte da saga outros personagens marcados por vidas cheias de segredos, como Mademoiselle, a Senhora Poliglota e sem memória com quem Vango é salvo do naufrágio na costa da Sicília aos três anos de idade e Hugo Eckner, personagem verídico, comandante alemão do Graf Zepelin, esse grande dirigível que fascinou o mundo nas primeiras décadas do século XX. Outras personalidades incorporadas à história são Joseph Stalin, sua filha Svetlana e Adolf Hitler.
21 agosto, 2015
A Gruta das Orquídeas
Nico é um rico e influente fazendeiro, ameaçado por um grupo de criminosos suspeito de praticar magia negra. Preocupado com o neto e com outras crianças, contrata um detetive particular, a quem delega a missão de descobrir quem são os culpados dos crimes hediondos ocorridos na cidade. No decorrer das investigações, acontecimentos imprevisíveis se sucedem envolvendo Antônio Carlos e Mary, espíritos socorristas que vieram para ajudar a evitar novas tragédias. Afinal, quem são as estranhas criaturas que, em nome do mal, se reúnem às escondidas, na calada da noite, em lugar tão sinistro e misterioso?
Abra o livro: acompanhe o Espírito Antônio Carlos até "A Gruta das Orquídeas" e descubra tudo o que o bem pode fazer para ajudar aqueles que sofrem o assédio das sombras...
Por: Isa
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