18 agosto, 2013

Resenha: Uma Questão de Confiança




Uma Questão de Confiança - Louise Millar - Novo Conceito

Resenha feita por Mallu Marinho

Sinopse: Em um subúrbio tranquilo de Londres, algumas mães se ajudam através de amizade, favores e fofocas. No entanto, algumas delas não parecem confiáveis e outras têm segredos obscuros. Quando Callie se mudou para seu novo bairro, pensou que seria fácil adaptar-se. Contudo, os outros pais e mães têm sido estranhamente hostis com ela e com sua filha, Rae, que também descobriu como é difícil fazer novas amizades.

Suzy, seu marido rico e seus três filhos parecem ser a única família disposta a fazer amigos, mas, recentemente, a amizade com Suzy anda tensa. Ainda mais com a atmosfera pesada que pairou sobre o bairro após a chegada da polícia e o relato de um possível suspeito morando no bairro.

O que Callie e sua pequena Rae podem esperar? Em quem confiar? E, sobretudo, como imaginar que certas atitudes rotineiras podem colocar em risco a vida de sua pequena filha? Verdades e mentiras parecem se esconder nestas pequenas casas.

Você deixa seu filho com uma amiga. Todo mundo faz isso. Até que algo sai errado...”


Antes de qualquer coisa, super indico e recomendo esse livro para quem curte um thriller psicológico bem escrito, que trabalha mais com as emoções que com o próprio mistério em si.

“Uma questão de confiança” tem um desenvolvimento lento e envolvente ao seu modo. Os capítulos se intercalam entre nossas três personagens principais: Callie, Suzy e Debs. Em cada capítulo é possível saborear um segredo novo que a princípio parece vago, mas que no final tudo consegue se encaixar de forma que não deixa a desejar.

O livro se inicia de modo lento, sempre focando no que cada personagem sente. E eu acho que é exatamente esse trabalho com a escrita que acaba nos afetando e despertando em nós emoções nem sempre positivas.

Sim, “Uma questão de confiança” é um livro bastante pessimista. Quando nós achamos que as coisas vão ficar bem... A Louise Millar consegue nos surpreender. Isso não quer dizer que seja algo ruim, pelo contrário, chega a ser reflexivo.

Como saber em quem confiar? Até que ponto uma amizade é saudável? Em quem confiar?


E o mais interessante é que a situação é bem próxima do nosso cotidiano, o que torna as coisas ainda mais realistas: Callie e Suzy, uma o braço direito da outra. Callie é a mãe de Rae, uma menininha de 5 anos que desde pequena fora diagnosticada com problemas cardíacos o que a torna uma criança que exige mais cuidados e atenções que as outras, principalmente da mãe que a cria sozinha.


"A doença de Rae nos deixou secos. Sou uma palha. Uma concha vazia. Não me admira que outras mulheres me evitem. Percebem que vou sugá-las também."

Página 40.

Suzy é vizinha e única amiga da Callie (já que as outras vizinhas e mães das colegas da Rae a “rejeitam” e excluem de programas como aniversários, etc), é casada com Jez, um homem de negócios que mal para em casa, e quando para, se tranca no escritório; mãe de três filhos e desde o começo podemos ver que o casamento e o modo dela levar a família é um tanto diferente.

Mas será que a amizade entre Callie e Suzy é tão sincera quanto parece?


“Nossa amizade não é uma escolha, mas uma carência. A estrangeira americana em Londres e a mãe solitária: empatadas. Está errado apoiar-se tanto nela sem ser sincera sobre quem sou de fato, deixando que a verdade fique escondida em algum canto escuro, como um espírito maligno, à espera. Entretanto, sigo em frente porque preciso dela. Não consigo sobreviver sem ela. Ainda não”

Página 79.

Mas, com a chegada de um novo casal na vizinhança, as coisas começaram a mudar e é aí que o mistério começa. Debs é uma mulher estranha, com pânicos e paranoias que fica claro para as outras duas vizinhas logo no começo. Allen, seu marido, aparece poucas vezes, mas é sempre retomado como a única pessoa que ela pode contar em suas “crises”.

“- Ah, não! – murmurou, e, agarrando o fone com as mãos tremendo, ela logo discou um número. – Allen! – disse com um tom de pânico. – O telefone ficou tocando e parando. Acho que são eles. Os Poplar.
Página 111.

Mas bom, já falei demais! Se eu for falar mais desse livro vou acabar revelando os segredos, que por fim, acabam sendo a essência do livro e o que nos prende do inicio ao fim. É uma leitura recomendada sim para quem curte o gênero ou apenas quer experimentar algo diferente.

P.S.: A diagramação da Novo Conceito, as páginas amareladas e o tamanho da fonte também me conquistaram.

Um beijo!
Mallu

21 comentários:

  1. A história é envolvente e cheia de emoção. Adorei o pouco que li na sua resenha e fiquei emocionada com a história. Parece ser linda e adoraria ler. Beijos.

    ResponderExcluir
  2. Thriller psicológico, desenrolar lento... hum... tô fora!

    Uma beijoca,
    Nanda Cris

    Maquiada & Esmaltada
    Maquiada & Esmaltada no Facebook

    ResponderExcluir
  3. Tenho minhas duvidas sobre esse livro, esse "desenrolar lento" não é muito o meu tipo, sempre acabo me cansando.

    ResponderExcluir
  4. Gostei da resenha,
    Mas nao gosto de livros do estilo como a Nanda Cris disse

    Thriller psicológico, desenrolar lento... hum... tô fora!

    mAS Valew pela Resenha :)

    ResponderExcluir
  5. Gosto muito de Thiller psicológico, agora o desenrolar lento... é difícil! É muito lento? Devagar parando?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não é muito lento, do tipo que se arrasta... Só é lento porque você vai descobrindo o mistério aos poucos e é focado muito mais no psicológico das personagens.

      Excluir
  6. A história é bem interessante, fiquei curiosa para ler

    ResponderExcluir
  7. Normalmente este tipo de livro é carregado de drama. vamos ler então...

    ResponderExcluir
  8. Estou apaixonada com esse livro, quero muito ler, e sua resenha só me deixou com mais vontade, aiai

    ResponderExcluir
  9. Só o desenrolar lento que me desanimou :(
    O tema é bom e pra refletir mesmo, como saber em quem confiar?

    ResponderExcluir
  10. Gostei da resenha e a história parece ser muito interessante!

    ResponderExcluir
  11. O que eu quis dizer com "desenrolar lento" é que a autora não trabalha com muita informação ao mesmo tempo, ela vai lhe dando aos pouquinhos peças para só no final juntar e encaixar as peças!

    Não diria que é livro pra psicólogo ler... Mesmo trabalhando muito com esse lado psicológico, serve perfeitamente como uma leitura para entreter. :D

    Que bom que gostaram da resenha, em breve tem mais.
    Beijos :D

    ResponderExcluir
  12. Já tinha ouvido falar sobre esse livro, mas nunca me despertou muito interesse, mas agora com sua resenha, nossa! Parece ser uma história fascinante e emocionante! Adoro livros que nos façam refletir, te faz pensar se certas atitudes que tem tomado valem mesmo a pena! Super curti a resenha, parabéns!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tenho certeza que irá gostar então. Leia mesmo!

      Obrigada, beijocas!

      Excluir
  13. Adoro este tipo de livro, emocionante, reflexivo.
    A capa e o nome me chamaram a atenção.
    Tenho certeza de que vou gostar.
    Nome de seguidora: Miriam Guiraldelli

    ResponderExcluir
  14. vou parar de ler suas resenhas, sempre acabo comprando os livros que vc indica kkk
    esse é mais um caso...

    ResponderExcluir
  15. Parece um desses livros bem romances fracos que não fazem nem um pouco meu tipo :s

    ResponderExcluir
:) :( ;) :D :-/ :P :-O X( :7 B-) :-S :(( :)) :| :-B ~X( L-) (:| =D7 @-) :-w 7:P \m/ :-q :-bd

Vai ser muito bom saber o que você achou dessa postagem!
Opine!