A vida de Marisa é regida pelo controle. Seja à frente do seu trabalho ou da vida dos filhos, ela é racional, mantendo-se sempre fria, um ser à parte das banalidades, cuja única preocupação é ser um exemplo. Olga é sua antítese. Sentimentos à flor da pele, dor flagelando a carne, pensamentos embaçados pelo esquecimento proporcionado pelo álcool. Sozinha, preocupa-se em apenas ser, em um mundo cercado por fatos que não reconhece mais como seus. Enquanto isso, Ana e Verônica esbarram com o acaso.
Duas senhoras solitárias, vizinhas e antagônicas. Será que um dia alguém acharia que poderiam viver em paz? Mais ainda, será que poderiam se apaixonar? Duas jovens livres e independentes. O que as impede de ficar juntas?
Mulheres que não sabem chorar é mais que uma história de amor entre iguais. Junto a estas personagens tão humanas, o leitor vê-se despido dos preconceitos, pudores e medos. Ora crua, ora poética, a trama nos obriga a enfrentar o espelho e se ver como nunca imaginou antes. Pois ao mergulhar neste romance, o que fará você pensar não é a forma como vê o amor, mas sim a forma com que ele se volta em sua direção. Esteja preparado.
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04 maio, 2016
Resenha: Mulheres que Não Sabem Chorar
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27 março, 2016
Resenha: O Outro Lado
Em "O Outro Lado", o leitor acompanha a jornada de um serial killer que acredita ter nascido com o dom de reconhecer os indivíduos verdadeiramente bons e que demonstram a benevolência e a nobreza de espírito por meio de seus atos. Ao identificar características tão sublimes de humanidade, busca uma maneira de garantir a passagem destas pessoas para o Outro Lado, um lugar criado por seu próprio imaginário, sua concepção particular de paraíso, confiando veementemente nesta prática como o sentido quase religioso e missionário de sua existência, atribuindo às pessoas que mata o significado do sonho e da esperança de constituir um ideário de vida societária onde somente o bem prevalecerá. Paralelamente, percorremos os corredores da mente de dois personagens: uma mulher que nos últimos seis anos apenas se dedica à recuperação de sua irmã em coma, vivenciando os dissabores de uma vida marcada por renúncias e distanciamento de familiares, amigos e diversões, declinada ao ambiente frívolo do hospital; e um adolescente que teve sua acessibilidade reduzida após um acidente, com seu cotidiano descrito, desde então, pela apatia, desesperança e narrativa que apresenta o olhar que ele próprio constrói sobre si, limitado pela dependência, exclusão, estigma, desigualdade e sofrimento. Em "O Outro Lado", os pensamentos e angústias destes três personagens são expostos. Suas histórias se cruzam. E então suas vidas alcançam outro significado.
IMPERDÍVEL!
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13 março, 2016
O Grito que Ninguém Ouviu
A maioria das pessoas, por mais diferentes que sejam, querem ter uma vida tranquila, realizar seus sonhos e, principalmente, ter o direito de escolher como viver, sem a interferência de acontecimentos dolorosos e violentos que batem à nossa porta todos os dias, seja através do noticiário da TV, seja nos cercando na esquina de uma rua qualquer. Este livro é um relato pessoal de Amanda Oliveira, uma jovem comum que, no auge de sua vida, experimentou a dor, o desespero e a solidão amarga que só quem vive conhece. Em questão de minutos, viu o seu belo mundo entrar em ruínas por conta da violência gratuita e de toda a negligência que sofreu. O intuito dessa história real não é oferecer ao leitor um manual de como superar adversidades ou traumas, tampouco uma receita de bolo para a felicidade; a vida é complexa demais e a reação de cada ser humano diante dos problemas é diferente. O objetivo, na verdade, é contar que é possível reconstruir a vida, mesmo quando tudo parece estar perdido, e inspirar cada pessoa a ser sempre o melhor que pode ser. No final, se abrirmos bem os olhos, poderemos aprender que perder é ganhar.
por Daiani
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